segunda-feira, 28 de maio de 2012

Tatear

Procurar tateando


O que você tanto quer achar aqui no meu corpo, malandro?





Tatear sem tato

Pra que nada se limite à forma
E assim eu descobri o amor
platônico,
desses em que a gente se perde...
mas nunca em lençóis.

Tatear sem teto

eu saio de casa
querendo ver o mundo de perto


Alitateração

Tatu tateia a terra
tarântula tateia a teia
E a Téa, tola toda!
tropeçou,
trombou com Tiago,
e tá tontinha tontinha
na teia desse tarado.




12 comentários:

  1. amor platônico é exatamente assim mesmo. se perder, sem se perder em lençóis...

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  2. Oi Elisa!
    Nossa, quanto tateamento, quase me perdi aí, hehehehe... como sempre seus poemas são muito bem feitos. Destaque para a pergunta inicial do post ^^

    Bjuss

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  3. Um sótão cheio de lembranças
    Escrevi no pó palavras sem nexo
    Retirei uma cartola de uma caixa de cartão
    E senti ao toque o poder da ilusão

    Ilusões…
    Um cavalo de pau perdido ao carrocel
    Uma estola de um bicho qualquer
    Uma escultura talhada a cisel

    Uma foto a preto e branco
    De uma mulher sem rosto
    Uma janela virada para nenhum lado
    Uma traquitana a imitar o sol-posto

    Bom fim de semana

    Mágico beijo

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  4. Divertido e cheio de sentimentos.
    Adorei!

    Um beijo

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  5. Excelente, engraçado e bem escrito!

    Até o ritmo do poema é incrível!

    Beijos.
    www.amorporclassico.com

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  6. Adorei.
    Mas está difícil de comentar com esses caracteres.

    Bjs.

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