quarta-feira, 18 de abril de 2012

Primeira dose

Uma dose de paixão para que as mãos fiquem trêmulas
e tremule o tambor que acompanha os acordes
e acordem os pássaros que as asas sacodem
Pra soar poesia sem dores apáticas

E que a nossa razão de sentir seja prática,
pratico o exercício da não-suposição
Dando à voz do sabiá o dever da direção
veja que as nuvens nunca permanecem intactas

Já te vejo em imagens pelo céu dinâmico
E que as gotas caiam, pelo bem das flores
Enquanto sento e espero a bela lua, a cheia

Seja intenso tudo aquilo que liberte o ânimo
Na mistura de agudos, baixos e, tenores
Se acelero o coração, beleza nunca freia






9 comentários:

  1. O amar é uma perfeita sinfonia!Sem harmonia e intensidade,não dá. Gr. Bj. Elisa!

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  2. Oi Elisa!
    Mandou bem no soneto hein! ;D
    Se bem que ao ler o título em outro tipo de dose, hehehehehhe... mas de amor também vale ^^

    Bjuss

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  3. Uma primeira dose é tudo.. é canção, predileção e emoção. Todos ãos na dinâmica da vida e do coração.

    Beijos.

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  4. - como é bom lê-la, Elisa.
    É muito bonito ser suas palavras fluindo no intervalo do pensamento. Talento para poucos, eu diria.

    não é a toa que é paixão, que inebrie o coração, logo na primeira dose.


    grande abraço.

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  5. Sonetista à vista!

    Aproveitando, deixo aqui um vídeo para xs leitorxs do espaço: http://vimeo.com/40411264

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  6. "Seja intenso tudo aquilo que liberte o ânimo..."

    Intensidade de certa forma - ou por muitas vezes - mostra verdade, no que se é sentido. Ainda assim, tenho medo de tudo o que possa ser intenso..

    Gostei daqui..
    Um abraço

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  7. Ai ai, toda vez que eu passo aqui penso: caramba, sei que sou da prosa, mas como é linda a poesia. rs


    Beijinho

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  8. A ressurreição deu sorriso nasceu com o dia
    Ah este inverno que abraça a primavera
    Este céu que arroxa meu peito
    Estas negras pedras plantadas na terra

    O curso do meu errante espirito
    Levou-me ao infinito e ao incomensurável
    Este orvalho das pequenas coisas
    Recorta meu corpo a golpe de cisel

    Ocultei meus sonhos numa porta da eternidade
    Porque o desespero é voo baixo e sinuoso
    Vi ontem dois amantes jurarem uma partilha de vida
    Vi olhos que irradiam luz em gesto assombroso

    Um imenso abraço

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