quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Pouco

Pouco para contentar, ou não
Pouco para reclamar em vão
Fraco inofensivo freio
Ao pouco que me parte ao meio

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Juíz de batalha

Pressão
Sufoco
Eu errei na dose?
Eu falei mais que a boca?
Eu pensei escuro?
Me decepcionei com o juíz
Eu tinha as cartas na mão,
eu joguei bem.
Lutei contra monstros, decifrei códigos
Suei, senti cansaço, não parei de berrar
Segurei a fome, corri contra o tempo.

Senhor juíz, por que me ignoras?

Eu tentei enxugar as lágrimas do meu inimigo
Eu emprestei a ele minha espada e meu escudo,
o defendi da morte
Ele me agradeceu, e me entregou uma flor
Eu sorri, ele sorriu também
Segurei a flor, o sangue escorreu
Inimigo desdém

Senhor juíz, não viste essa falta?

Quem faz pão, quer pão
Quem faz casa quer casa
Mas onde está o pão? e a casa?
Eu gostava de você, juíz,
mas cada vez mais me decepciono
Não lhe darei meu anel de ouro
Esconderei meus talentos
Vou achar mil tesouros
Mar adentro
Mas não lhe darei nada.

Senhor juíz, isso não te assusta?
Senhor juíz, não vês que é injustiça?
Senhor juíz, não era eu o mais valente?
Senhor juíz, porque não ganhei ?

Você quer que eu seja lutador,
numa batalha em que não adianta
ser forte
ser justo
ser perseverante
lutar